O
DESCALABRO BRASILEIRO
E A
SOLUÇÃO BRANCA
CHEGA!!!
CELSO HENRIQUE MELEZ
Um livro manifesto
01/01/2012
Edição revisada e
atualizada
INTRODUÇÃO
Reportando-me
ao ano de 1954, me vejo aos 13 anos na semana da pátria, desfilando
patrioticamente na fanfarra do colégio São Joaquim na cidade de Lorena. Naquela
época, falava-se sonhadoramente que o Brasil era o País do futuro, e sua
capital Brasília, seria construída profeticamente no berço da terceira
civilização da humanidade.
Passaram-se
mais de cinco décadas, e apesar da construção de nossa capital e do progresso
econômico, conseguido a duras penas pelo nosso povo, o tão sonhado futuro não
chegou para a nossa geração, para os nossos filhos, nem mesmo para os nossos
netos. Este fato deve-se principalmente à corrupção, que durante esses anos se
espalhou como uma praga em todos os setores de nosso país, e com o desperdício
do tão suado dinheiro público, devido à incompetência da classe política que
nos tem dirigido. Este livro é meu grito de indignação que espero ecoe por toda
nação brasileira.
Quero
deixar claro que não tenho qualquer tipo de preconceito, seja de cor, raça,
religião ou opção sexual, e também que sou contra qualquer ato de violência.
Todas as conquistas devem ser feita por meios pacíficos, dentro da lei e da
“solução branca” Vamos apresentar sugestões para solucionar alguns de nossos
problemas. São idéias que pertencem a inúmeras pessoas do povo, são de domínio
público. São soluções tão simples e objetivas, que mesmo discutidas
democraticamente, dificilmente seriam contestadas por pessoas bem
intencionadas.
A
DEMOCRACIA
O que é
democracia? Governo do povo, soberania popular. Sistema pelo qual o povo elege
livremente seus representantes. (dic. Aurélio)
Para
haver uma verdadeira democracia, é preciso que os partidos selecionem
candidatos honestos, competentes, com bons antecedentes, e que tenham uma
ideologia definida.
Para
votar conscientemente, o povo tem o direito de conhecer o sistema eleitoral bem
como os candidatos, e a oportunidade de escolher seus representantes, dentre o
que há de melhor no país.
No
Brasil o voto é secreto e elegemos livremente nossos representantes, porém os
partidos políticos têm como principal objetivo, eleger o maior número possível
de candidatos. Com essa meta, dão preferência a políticos que já tenham
eleitorado, mesmo os suspeitos e processados, pessoas conhecidas, artistas,
esportistas, as que têm dinheiro para financiar a campanha, ou qualquer pessoa
com possibilidade de ser bem votada. Os candidatos não são selecionados como
deveriam; por sua ideologia, correção, capacidade, experiência, cultura, ou
qualquer outra qualidade que os destaquem na comunidade, e os indiquem. Não
existe absolutamente a preocupação de saber se eles têm ou não, capacidade para
exercer o cargo que disputam.
Por
outro lado o eleitorado brasileiro, que em 2014 atingiu o número de 141.824.607
cidadãos, se compõe de: 5,2 % de analfabetos, 12,1% de analfabetos funcionais,
30,2% que não completaram o primeiro grau, temos um total de 47,5% que
corresponde a 67.366.000 eleitores, quase a metade do eleitorado com pouca ou
nenhuma instrução, são números absurdos. Analfabeto funcional é o cidadão que
sabe ler, mas que tem dificuldade para interpretar o que lê, não é uma questão
de inteligência, mas de falta de conhecimento.
Entre
esses eleitores estão as pessoas mais humildes, que moram em palafitas, nas
favelas, e no sertão do Brasil. São cidadãos que não tem a menor condição de um
voto consciente, por falta de conhecimento do sistema eleitoral, dos
candidatos, e informações corretas, e devido a sua baixa instrução são
facilmente manipulados, e eles tem que escolher seus candidatos entre os que
lhes são apresentados.
Mesmo
as pessoas com mais estudo e melhor informadas, tem grande dificuldade em
conhecer verdadeiramente os candidatos. Se fizermos uma pesquisa, com certeza
veremos que mesmo querendo, a maior parte dos eleitores não tem a oportunidade
de votar conscientemente. No caso de vereadores e deputados, passadas as
eleições muitos nem se lembrarão em quem votou.
O
direito de voto certamente não foi uma conquista dos analfabetos, com
argumentam os interessados, que chamam aos que são contrários a esse voto de
elitistas. Os analfabetos e funcionais têm o direito de concluir o ensino
básico, e assim passar para a elite dos cidadãos plenamente alfabetizados e bem
informados.
O
brasileiro em geral não quer votar em partidos, ele prefere votar diretamente
no candidato que quer eleger. Esta afirmação pode ser confirmada em pesquisa. A
grande maioria dos eleitores, mais que 90%, desconhecem como funciona a eleição
proporcional para deputados e vereadores, além disso, com o atual sistema, o
eleitor vota num candidato que ele supostamente conhece, e elege um ou mais que
ele desconhece. Por outro lado, grande parte dos candidatos são sempre os
mesmos, muitos suspeitos inclusive presidentes de partidos, e um bom número sem
competência para exercer o cargo que disputam.
Quando
o Congresso Brasileiro discute reforma eleitoral, eles não estão preocupados em
aperfeiçoar o processo democrático, visam os interesses dos partidos e dos
congressistas, não do povo. Têm proposto inclusive o voto em lista, é uma
tentativa de tirar do eleitor o direito de eleger diretamente seus candidatos,
querem pura e simplesmente se perpetuar nas suas cadeiras.
O voto
democrático é aquele em que o eleitor, vota diretamente no candidato que quer
eleger, e com consciência do seu ato, o voto distrital é o que coloca o
candidato mais próximo do eleitor. A divisão em distritos possibilita aos
eleitores conhecer melhor seus candidatos.
Se
fossemos abolir neste momento o voto do analfabeto, e mesmo de quem não tem o
ensino básico, causaríamos grande polêmica, e possibilitaríamos aos opositores
argumentos duvidosos. Poderíamos então abolir o voto do analfabeto, mantendo o
direito de quem já tenha o título. Este ato seria complementado com uma
campanha efetiva, pela erradicação do analfabetismo no país em curto prazo,
mobilizando toda a nação. Em uma segunda etapa, o direto de voto seria
concedido somente a quem tenha concluído o ensino básico. Poderia ser aberta
exceção para quem tem mais de trinta anos, e se daria um prazo para que quase a
totalidade dos brasileiros, concluíssem o primeiro grau. Haveria então
interesse dos políticos para que o povo se educasse.
Tivemos
a aprovação da lei da “ficha limpa” de iniciativa popular. De acordo com
pesquisas feitas na época, pela AMB, UNB e a opinião consultoria, 94,3% da
população defendia que um político processado não deve concorrer ás
eleições. Ficou claro o desejo dos
eleitores, para que somente pessoas comprovadamente honestas, pudessem exercer
mandatos. A lei foi submetida ao Supremo, para verificação de sua
constitucionalidade. Neste caso, os ministros tiveram que julgar se a vontade
do povo era constitucional. Questionaram no Supremo o início da validade da
lei, para que pessoas suspeitas fossem beneficiadas. Mais uma vez o povo foi
enganado, pessoas suspeitas, continuam exercendo mandato por todo o País e
concorrendo nas eleições, o Maluf é congressista. A “lei da ficha limpa” foi
deformada, e tornou-se uma lei fajuta e enganosa, não limpa nada.
Quando
um cidadão vai a julgamento, é porque existem provas ou fortes indícios de sua
culpabilidade, e o juiz aceitou a denúncia. Sob esse aspecto, na maioria dos
casos o réu é condenado. Não se pode em sã consciência, admitir que um cidadão
nessas condições continue a exercer seu mandato, inclusive os já condenados que
estão recorrendo. Temos no Congresso, caso de criminosos que após condenados,
permaneceram em suas cadeiras, e ironicamente até participaram da comissão de
constituição e justiça da Câmara Federal. A constituição estabelece que todos
os cidadãos são iguais perante a lei, e tem os mesmos direitos, porém o direito
coletivo se sobrepõe ao direito individual. Todo cidadão, incluindo os
condenados que pagaram suas penas, tem o direito de trabalhar exercer sua
profissão, e prover o sustento de sua família, porém um cargo público não é um
emprego comum. O direito da comunidade esta acima do direito do político. É uma
aberração um político cassado em seu mandato, ou condenado na justiça, poder
voltar à política como candidato. É semelhante a um cidadão ser expulso do
exército ou da polícia, e ser novamente aceito após alguns anos. O fato dele já
ter pagado pelo seu erro, com prisão ou qualquer outra penalidade, não prova
seu arrependimento, nem garante que ele não voltará a infringir a lei. Em
princípio ele se mostrou indigno para ocupar o cargo para o qual foi eleito. O
deslize cometido por um político, afeta milhões de pessoas das mais variadas
formas, além de ser uma traição aos eleitores que confiaram nele. Com tantos
cidadãos capazes e honestos, porque um partido político iria apresentar um
candidato com maus antecedentes, ou que não esteja preparado para o cargo que
vai exercer? Mais absurdo ainda, é um político suspeito exercer a presidência
de um partido, ou a presidência da câmara ou do senado.
Para
cargos eletivos, deveriam ser aceitos somente candidatos ficha limpa, que não
tivessem nenhum antecedente criminal. A coletividade não pode nem deve correr
risco. Todos os candidatos deveriam ter obrigatoriamente pelo menos o ensino
básico.
Quando
alguém se candidata a um emprego público, tem que concorrer com centenas de
candidatos, e estar muito bem preparado. As empresas privadas selecionam seus
candidatos através de seus currículos, experiências anteriores, testes,
referências etc. Para se candidatar cargos políticos, a pessoa pode ser
analfabeta funcional, não ter nenhuma qualificação, e até mesmo ter reputação
duvidosa. Pessoas que teriam dificuldade, de conseguir até mesmo cargos
subalternos em empresas privadas, se elegem vereadores, deputados, e até mesmo
prefeitos, com salários desproporcionais a sua capacidade e competência. Temos
que questionar, se um eleitor que deu seu voto para eleger ou reeleger um
candidato despreparado, sem competência, suspeito de corrupção, que saiu do
presídio, e até mesmo com inúmeros processos, exerceu um voto consciente. Se
ele queria realmente eleger aquele candidato, em lugar de outro integro e bem
preparado. A questão é: o que o eleitor pode fazer após as eleições, quando
durante o exercício dos mandatos, surgirem suspeitas de corrupção, má
utilização o dinheiro público, incompetência etc.?
Quando
o povo atribui aos políticos qualificativos pejorativos, temos o chavão; “não
se pode generalizar, nem todos são desonestos”. No universo dos políticos temos
os impotentes, os corruptos, os coniventes, e os incompetentes. Temos que
ponderar se não é a minoria suspeita, que exerce a liderança no congresso e nas
diversas assembléias do País. Na
verdade, não se pode tolerar nem mesmo um único político corrupto.
Quando
abordados pela imprensa, e questionados a respeito de seus privilégios,
corrupção, ou outros assuntos referentes aos seus mandatos, diversos parlamentares
tem se mostrado arrogantes, cínicos, e até mesmo agressivos. Alguns parecem
desconhecer o que se passa no congresso. Justificam seus privilégios, que foram
por eles a si mesmos atribuídos, alegando democracia, legalidade, e os votos
que receberam de seus incautos eleitores.
O povo
está desiludido, não acredita mais nos políticos. Tanto faz votar em um ou
outro candidato, “são todos farinha do mesmo saco” (opinião popular). Por esse
motivo, grande parte dos eleitores, procura alguma vantagem para dar seu voto a
um determinado candidato. Temos então por todo o país, a compra de votos em
troca de todos os tipos de favores, pondo em dúvida a lisura das eleições. O
fato de um candidato que compra votos ser uma pessoa desonesta, e que não
deveria ser eleito parece irrelevante. São inúmeros os casos e poucos
denunciam, é difícil a comprovação e a fiscalização é precária, mas ainda
assim, o número de processos por compra de votos é muito grande. Uma boa parte
dos candidatos declara menos do que gasta nas eleições, e temos também o caixa
dois, a suspeita de dinheiro sujo desviado para partidos etc.
Temos
ainda as promessas de emprego, que também funciona como moeda de troca por
votos, aliciando famílias inteiras. Finda as eleições elas tem que ser cumpridas.
É necessário também acomodar os cabos eleitorais, e alguns candidatos que não
se elegeram. Para atender essa demanda, que acontece nas esferas municipal,
estadual e federal, muitas vezes são criados novos cargos principalmente de
chefia, aprovados pelos vereadores e deputados, que tem sua parte nas
nomeações. Algumas empresas terceirizadas também contribuem com vagas.
Inicia-se
então uma verdadeira farra com as nomeações de secretários, ministros, e do
segundo e terceiro escalões do governo. É uma disputa entre os partidos visando
os interesses dos políticos, não do país. Cada partido procura obter o maior e
melhor quinhão. Ministérios, secretarias, diretoria das estatais, cargos de
chefia, são alvos da cobiça de políticos famintos e barganhados entre eles. O
resultado disso é conhecido, inúmeros ministros, secretários, e funcionários
dos diversos escalões suspeitos de corrupção. Pessoas nomeadas para diferentes
cargos no interesse político, que não têm a menor competência para exercê-los.
Podemos imaginar, como se sente um funcionário público concursado, que teve de
comprovar sua capacidade, e disputar uma vaga com centenas de outros
candidatos, quando constata que seu superior nomeado por indicação política, é
corrupto ou incompetente. Por todo país tem havido durante anos denúncias de
funcionários fantasmas. É de se admirar que na era da informática, os governos
municipal, estadual e federal, não tenham controle de seus funcionários. Isso
acontece não só por má administração, mas geralmente por corrupção. No âmbito
federal, cerca de 25.000 cargos públicos são ocupados por funcionários nomeados
sem concurso, nos estados perto de 150.000, e milhares de outros nas
prefeituras. Essas nomeações são um “cancro” na administração pública, elas
facilitam a corrupção, a admissão de pessoas despreparadas, o inchaço do
estado, e a compra de votos nas eleições. O número de funcionários admitidos
sem concurso, deveria ser reduzido ao mínimo possível, e limitado pela própria
constituição.
Para os
cargos de confiança, não existe a menor dúvida que temos nos meios
empresariais, nas universidades, nos diversos setores de nossa sociedade e no
funcionalismo público, pessoas honestas e qualificadas para preencher essas
vagas.
É muito
grande o número de escândalos por corrupção em todo o País, envolvendo
governadores, prefeitos, senadores, deputados, vereadores, e até mesmo toda a
assembléia legislativa de algumas cidades, e câmaras de deputados. No Brasil
existem MILHARES de políticos processados, e a corrupção aumentou significativamente
nos últimos doze anos.
E há
ainda as ONGs e empresas fantasmas, especializadas no desvio do dinheiro
público com o envolvimento de políticos. Dinheiro subtraído de estatais sob
suspeita de financiar partidos políticos (atualmente temos o escândalo da
Petrobras), adicionais ao custo de obras já em andamento, podendo até dobrar o
valor da obra. Também não podemos esquecer as “consultorias”, usadas para
justificar o enriquecimento relâmpago de políticos. A corrupção na política tem
ocorrido de modo crescente, alimentada por um ambiente de absurda impunidade
criado pelos próprios políticos, que legislam em causa própria, e obviamente
sem produzir leis que os possa levar a prisão. Valem-se dos seus mandatos e de
suas imunidades e privilégios. Os que são acusados respondem a processos de
longa duração, em um sistema judiciário emperrado, os quais raramente terminam
com uma punição justa e exemplar, e ao contrário, como se diz popularmente,
“terminam em “pizza”. Os que enriquecem com o dinheiro público geralmente
permanecem ricos. O Estado dificilmente recupera os valores desviados.
Candidatos processados e até mesmo condenados, se gabam de terem sidos
reeleitos e absolvidos pelos eleitores.
O voto
popular tem servido para legitimar mandatos de alguns candidatos,
incompetentes, suspeitos, condenados, e até mesmo que acabaram de sair da
prisão. Temos inclusive cidades dominadas durante anos por famílias de
políticos suspeitos.
Alguns
privilégios e atitudes tomadas por políticos são consideradas imorais, porém
legais. Como isso é possível?
As
suspeitas de corrupção que pesaram sobre governadores do Distrito Federal, a
atual situação, a violência e os problemas sociais no entorno de Brasília, bem
perto do poder, são uma pequena amostra do que sucede em todo o país.
Quando
o TCU denuncia irregularidades em alguma obra, o congresso é que decide sua
paralisação ou não, e quais as investigações necessárias. Nesses casos há
sempre políticos envolvidos o que fazer?
Muitos
cargos nos ministérios são ocupados por funcionários nomeados. Quando um
ministro é afastado por suspeita de corrupção, como fica situação desses
funcionários?
A
polícia federal prendeu políticos suspeitos, os congressistas reclamaram do
tratamento abusivo dado a eles, para acalmar os ânimos a presidente Dilma
declarou que não permitiria abusos. Não podemos tolerar abusos contra políticos
suspeito de corrupção e irregularidades, porém os criminosos comuns são
submetidos diariamente em todo o país, inclusive nas prisões, a todo tipo de
humilhação e os abusos são tolerados. Todas as vezes que a polícia federal atua
nas investigações de políticos suspeitos, sofre por parte deles tentativas de
desmoralização e denúncias de abusos. A mesma pressão é exercida sobre o
Ministério Público, quando denuncia membros do Congresso, tentaram tirar dele o
direito de investigar, porque tem partido dele a maioria das denúncias de
corrupção envolvendo políticos. Não escapou nem mesmo o STF, que foi acusado
entre outras coisas de interferir no legislativo. Os políticos não deveriam ter
fórum privilegiado, deveriam ao invés disso responder na justiça comum como
qualquer outro cidadão, principalmente quando suspeitos de corrupção, com o
agravante de estarem ocupando cargo público.
Falam
em caça às bruxas e denuncismo como se fosse algo imoral. Denunciar é imoral no
código dos bandidos (dedo duro), não na nossa sociedade; temos sim que caçar as
bruxas, os bruxos, e os expurgar da vida pública.
Uma das
causas da inflação é sem dúvida a dívida interna do país. Esta dívida tem tudo
a ver com o custo do estado brasileiro. Deveria se proceder em todo o país, uma
rigorosa reforma administrativa, eliminando todos os privilégios, despesas
desnecessárias e cargos comissionados, diminuir o número de ministérios, se
estabelecerem regras que viabilizem absoluta transparência nas licitações,
diminuir ao mínimo o número de assessores de deputados e senadores, não se
permitir funcionários nas bases, não podemos esquecer que quem paga todo esse
pessoal é o povo, que falta dinheiro para os investimentos públicos, e que o
Brasil é o terceiro país do mundo, dentre os que menos transformam em benefício
os impostos recebidos. Temos também que ter em mente a grande desigualdade
existente no país, e que boa parte da população vive na pobreza pagando altos
impostos, portanto não pode nem deve pagar altos salários aos políticos
brasileiros, os quais estão entre os mais bem pagos do mundo. Os salários deles
deveriam ser congelados até atingirem um patamar razoável, e desse ponto em
diante acompanharem o mínimo nacional, deveria ser revisto seus privilégios. É
necessário também, que se estabeleça um padrão nacional para o ganho dos
vereadores, deputados estaduais, prefeitos, governadores e judiciário,
impedindo dessa maneira discrepâncias aleatórias, e suas alterações também
deveriam acompanhar o salário mínimo. O País deveria diminuir
significativamente o custo com políticos.
É
sempre bom lembrar aos que alegam direitos adquiridos, que o direito coletivo
prevalece sobre o direito individual, e que os salários e privilégios que os
políticos têm, foram por eles a si mesmo atribuídos.
No
congresso uns poucos líderes é que tomam as decisões, e são chamados
“caciques”. A grande maioria dos deputados chamados “baixo clero”, não têm nem
mesmo conhecimento das matérias votadas e o que se passa na casa. Votam
conforme lhes é indicado por uns poucos líderes, os quais praticamente dominam
o congresso. Tudo indica que o atual congresso é o pior da história do Brasil.
O
governo precisa de maioria para governar, porém é necessário que exista
oposição. Atualmente a oposição está enfraquecida, o que não é saudável para a
democracia. Um grande número de políticos prefere estar sempre ao lado do poder
para obter vantagens. As leis mais polêmicas deveriam ser aprovadas por maioria
absoluta de 70%, assim sendo haveria sempre composição entre a situação e a
oposição. Quando uma proposição é aprovada por maioria simples, por exemplo:
54%, esse número é muito próximo da rejeição: 46%. A aprovação de leis por
maioria absoluta daria maior equilíbrio para as decisões do congresso.
Todos
os políticos atuantes foram eleitos democraticamente, e ocupam seus cargos com
legitimidade, porém as pesquisas mostram que eles não têm a aprovação popular.
Na realidade, como podem ter com tão grande número de vereadores, deputados
estaduais e federais, senadores, prefeitos e até mesmo governadores,
processados por suspeita de envolvimento em todo o tipo de corrupção e
escândalos? Também se teria de levar em conta os despreparados e os
incompetentes. O problema está na
qualidade dos candidatos, que os partidos apresentam aos eleitores.
O fato
de 81% da população não confiar nos políticos, de 83,1% não confiar na Câmara
Federal, de 80,7% não cofiar no Senado, e de que 94,3 % não querem que
políticos processados concorram às eleições (pesquisa da AMB, UNB, e Opinião
Consultoria), Indicam claramente a total insatisfação do povo brasileiro com a
classe política, por ocasião das pesquisas.
Na
verdade a democracia no Brasil existe de direito, mas não de fato. O que temos
é um tipo de ditadura exercida por políticos, que legislam dentro de seus
interesses, são corporativistas, se atribuem altos salários e privilégios,
trabalham pouco, são incompetentes (a situação do País comprova esse fato),
fazem barganha e dividem entre si os cargos públicos, utilizam mal os altos
impostos arrecadados, sem falar do dinheiro desviado pela corrupção. Esta
situação põe em risco o Estado Brasileiro e suas instituições. O risco é maior
ainda quando a impunidade toma conta da nação, e não se respeita a vontade do
povo e seus direitos constitucionais. Está na hora da renovação do quadro
político brasileiro, é o momento da aposentadoria de velhos e fracassados
políticos, que querem se eternizar no poder, inclusive para que não façam escola
para os que virão. Fracassados, porque em todos esses anos não tiveram a
competência, para conduzir a nação de maneira satisfatória, pois já deveríamos
estar livres da desigualdade, da fome, da miséria e do analfabetismo, figurando
entre as principais potências mundiais. Somos uma nação rica, com um povo na
sua maioria pobre e ignorante. Não devemos a esses políticos, o desenvolvimento
do país nesses últimos anos, mas ao povo brasileiro na figura de seus
trabalhadores e empresários, que tiveram a capacidade de fazer o Brasil
crescer, apesar da péssima administração pública, dos altos impostos, dos juros
mais altos do mundo, da corrupção e impunidade.
A administração do PT nos governos Lula e
Dilma
A
realidade brasileira, que é de verdadeiro descalabro e ingovernabilidade, é de
responsabilidade principalmente dos governos do PT Lula/Dilma, que governaram o
País nos últimos doze anos (o que não isenta governos anteriores).
Ingovernabilidade, porque eles se mostraram incapazes de acabar com a
corrupção, a impunidade, a violência, a desigualdade, e a gerir com qualidade e
transparência as estatais, a economia, a saúde, a educação, o sistema
penitenciário, e executar as obras de infra-estrutura necessárias ao
desenvolvimento do país, até chegarmos à situação atual que é insuportável
Não se
pode dissociar o PT e a CUT do presidente Lula, pois estão intimamente ligados.
O pres.
Lula começou a se destacar no cenário nacional, como líder sindical dos
metalúrgicos do ABC na época da ditadura militar. Ganhou maior prestígio com a
luta pela democratização do país. De origem humilde, carismático e inteligente,
o povo se identificou com ele, e a população mais simples via-se no poder na
sua pessoa.
Com o
dom da oratória, discursava como homem do povo, não parecia um político. Sabia
dizer exatamente, o que as pessoas mais pobres e mais sofridas queriam ouvir.
Quando falava dizia dos problemas e sofrimento do povo, transmitia esperança e
atribuía ao governo anterior todos os fatos negativos.
Quando
o pres. Lula foi eleito para seu primeiro mandato, o presidente do PT era o
José Genoino, o tesoureiro era o Delúbio Soares, e José Dirceu o Ministro da
Casa Civil, todos eles criminosos, já condenados no processo do “mensalão.
Não
recebeu do seu antecessor um país sem problemas, porém já tínhamos algumas
ações positivas, como o “plano real”, as privatizações, programas sociais em
andamento, entre outras. Herdou uma boa equipe econômica com a inflação
controlada.
A
situação favorável nas pesquisas, mostrando a possibilidade de sua vitória nas
eleições, provocou a volta da inflação, pois o PT era contrario a atual
política econômica, na verdade ele era contrário indistintamente, a tudo que se
referia ao governo anterior.
Tendo
sido eleito, Lula manteve a política econômica de seu antecessor, e usando como
já era feito, o aumento da taxa básica de juros para controlar a inflação,
conseguiu que ela voltasse ao antigo patamar, se ela não cedesse seu prestígio
cairia rapidamente. Manteve as reservas do Brasil altas, em detrimento ao
investimento em infra-estrutura.
O seu
governo foi marcado desde o começo, por escândalos e suspeitas de corrupção,
que se estenderam pelos seus dois mandatos.
Os denunciados que perderam seus cargos ou foram condenados, não
perderam o “afago” do presidente, continuando a receber seu apoio inclusive em
comícios. Nunca no País, um presidente se rodeou de tantas pessoas suspeitas e
incompetentes como no governo Lula, e foi tão condescendente com a corrupção.
Duas
qualidades indispensáveis a qualquer governante são: saber escolher seus
auxiliares, sendo responsável por eles e ser bem informado. Nove ministros
deixaram o governo Lula por suspeita de irregularidades, sem contar diretores
de estatais envolvidos em escândalos, prova incontestável de sua incompetência
para nomear seus auxiliares. Por outro lado ele não era bem informado, pois
nunca sabia de nada, por mais graves que fossem os fatos que estivessem
ocorrendo, até mesmo na cúpula de seu partido o PT (temos o “mensalão, o dossiê
contra o Serra, a suspeita de desvio de dinheiro da prefeitura de Santo Andre
para sua campanha, a corrupção na Petrobras etc)
Não é
possível que ele não tivesse conhecimento do mensalão, que ocorreu debaixo dos
seus olhos, e do qual seu governo era beneficiário, e que ele insinuou
cinicamente ter sido uma tentativa de golpe. Se ele tivesse insistido nessa
afirmação absurda, muita gente teria acreditado. O mensalão existiu, e os
criminosos envolvidos já foram “quase todos” condenados. Qualquer outro que
fosse o presidente teria sofrido processo de cassação, porém a popularidade do
pres. Lula, e a esperança depositada pelo povo no seu governo, tornou isso
inviável. Tudo indica que como principal líder de seu partido, o mensalão não
poderia ter ocorrido sem o seu conhecimento e aprovação. E o congresso? Teria
moral para pedir seu impeachment, com tantos membros envolvidos no escândalo do
mensalão e em outros processos?
O caso
da compra do “dossiê falso” contra o seu adversário, que ocorreu durante a
campanha para sua reeleição, e envolveu pessoas intimamente ligadas a ele,
pres. Lula, poderia ter impugnado sua candidatura. Mais uma vez ele não sabia
de nada, e tudo acabou como de costume, em “pizza”
No caso
“Celso Daniel”, temos um processo com suspeita de desvio de verbas da
prefeitura de Santo. André, para a campanha eleitoral do pres. Lula, o qual se
arrasta na justiça.
No caso
da Petrobras, temos inúmeras acusações de desvio de dinheiro de propina para o
PT.
Tudo
indica que se o pres. Lula não era conivente, e desconhecesse todos esses
fatos, ele era apenas um fantoche manipulado pelos seus companheiros de
partido.
O Pres.
Lula tem sido mantido “blindado”, para não ser atingido pelos escândalos,
porque ele é o PT, se ele for desmascarado, o PT praticamente deixa de existir.
O Pres.
Lula, o PT e seus aliados, se vangloriam inclusive nos horários políticos, de
ter criado milhões de empregos, diminuído as diferenças sociais, e promovido o
desenvolvimento econômico no Brasil, o que é uma grande mentira, gostaríamos de
saber como eles fizeram isso? Todos esses benefícios nós devemos unicamente aos
brasileiros, que aproveitaram as condições favoráveis patrocinadas pela estabilidade
da moeda, proporcionada pelo “plano real”
O
“plano real” e as privatizações feitas no governo anterior, entre as quais da
telefonia e da Vale do Rio Doce, promoveram a distribuição de renda, o
equilíbrio da balança comercial brasileira, a criação de empregos, e o
desenvolvimento econômico no governo Lula, e a unificação dos programas sociais
deu origem a “bolsa família”.
O
governo PT/Lula se sustentou em três pilares. Os dois primeiros ele herdou do
governo anterior, que foi uma boa equipe econômica, com um plano que deu certo
controlando a inflação, e os programas sociais que ele unificou e ampliou. O
terceiro foi sua popularidade, junto à população mais humilde e menos
esclarecida e informada, da qual com seu “bom papo” ele usou e abusou. Podemos questionar
em que situação o Brasil estaria hoje, se o Pres. Lula tivesse sido eleito
antes do plano real, das privatizações, e dos programas sociais já existentes.
Após os
primeiros anos de seu mandato que ele “levou no papo”, o Pres. Lula declarou: “agora
que a casa tinha sido posta em ordem, passaria a se preocupar com o
desenvolvimento do País”, e para tanto ele lançou o “PAC”. Em primeiro lugar
gostaríamos de saber que casa ele pôs em ordem, e como ele fez isso?
Logo
começaram as denúncias de irregularidades nas obras do PAC. No lugar de exigir
investigações ele se irritou com o TCU, com a imprensa e com o IBAMA. O
fracasso do PAC esta aí para ser analisado, com suas obras atrasadas, todas sob
suspeita de irregularidades, e custando até mais que o dobro dos orçamentos
iniciais. O programa “nossa casa” financiado em parte pelos trabalhadores, esta
longe de ser o que o governo tem anunciado, e não esta livre de
irregularidades, inclusive com casas e apartamentos mal construídos. O PAC
”programa de aceleração do crescimento” não acelerou nada, estamos andando para
trás. Foram oito anos de governo com muitos discursos do Pres. Lula (muito
papo), durante os quais não se resolveu nenhum dos principais problemas da
nação, que se agravaram significativamente, e as conseqüências do seu mau
governo, refletiu no governo também incompetente, de sua sucessora Dilma.
É
lamentável que com o atraso educacional que temos, e sendo essa uma de nossas
principais deficiências, o Pres. Lula tenha se vangloriado até no exterior, de
não ter terminado seus estudos, fazendo apologia da ignorância e dando um
péssimo exemplo. Com certeza, se fosse obrigatório curso superior para se
candidatar a presidente, durante a militância ele teria concluído seus estudos,
e assim dando um melhor exemplo aos brasileiros.
O Pres.
Lula, o PT e seus aliados, lutaram para chegar ao poder, e tendo conseguido,
quase institucionalizaram a corrupção no Brasil. O mais triste é que a
roubalheira atinge principalmente os mais pobres e humildes, faltado dinheiro
para a educação, saúde, infra-estrutura etc. O irônico de tudo isso, é que os
que contribuíram decisivamente, para a eleição dos responsáveis por todo esse
descalabro, e os mantêm no poder, é justamente a classe mais humilde e
necessitada, que é desinformada e enganada pela propaganda do governo, e pelas
ações sociais.
A
falta de escrúpulos do pres. Lula, fez com que ele procurasse criar um
antagonismo entre a população mais humilde, e a que ele chama de “elites”.
Acontece que os brasileiros têm o direito de evoluir cultural e
financeiramente, passando pertencer à chamada elite. A desigualdade e a miséria
que temos, não são culpa dos empresários e das pessoas honestamente bem
sucedidas, elas são de responsabilidade dos políticos que têm governado o país.
Temos pessoas que hoje fazem parte da elite, procedentes de famílias
extremamente pobres. Gostaríamos de saber a que classe o filho do Pres. Lula
pertence atualmente.
É de admirar que o
governo Lula tenha terminado seu mandato, com a surpreendente aprovação de 83%
da população, gabando-se que foi fácil governar o Brasil. O presidente do
“jeitinho” que o brasileiro gosta; esperto, bom de papo e bom de bico.
Para sucedê-lo, o
pres. Lula escolheu uma candidata a sua imagem e semelhança, com duas
qualidades que ele não tem; cultura e o fato de ser mulher. Quando a Pres.
Dilma, deixou o Ministério da Casa civil para se candidatar a presidente, a
pessoa de sua confiança que a sucedeu, foi afastada por suspeita de
irregularidade. Logo no início de seu governo, sete ministros foram demitidos
por suspeita de corrupção, com certeza a pres. Dilma herdou do seu guru Lula, a
falta de competência para escolher seus auxiliares. Certamente ela também não
sabe de nada, a respeito de todo tipo de suspeitas de irregularidades que
envolvem as obras públicas, da corrupção política, dos escândalos que
envolveram o PT etc.
Após quatro anos de
administração incompetente, e rodeada por suspeitas de corrupção, a Pres. Dilma
conseguiu se reeleger, para tanto usou a propaganda oficial (gastou seis
bilhões de reais, 40% mais que o pres. Lula em igual período), promoveu
campanhas demagógicas (financiamento de móveis e computadores para os
beneficiários do programa “nossa casa”, “mais médicos” etc.), mentiu para os
eleitores, fez falsas promessas, e mais uma vez enganou os eleitores mais
humildes e menos informados, os quais contribuíram com seu voto para sua
reeleição. Mais de 40% dos eleitores não votaram nela, e segundo as atuais
pesquisas, ela tem a desaprovação da maioria absoluta dos brasileiros.
Os resultados após
doze anos de administração, dos governos do PT Lula/Dilma são catastróficos. Os
efeitos benéficos proporcionados pelo “plano real”, não foram devidamente
aproveitados, estamos entrando em uma grave crise, proporcionada principalmente
pela péssima administração da pres. Dilma, que insiste em por a culpa na
situação internacional (a “marolinha” do Pres. Lula). O Brasil está batendo
recordes negativos, a população não suporta mais. Somos um dos países mais
violentos do mundo, com uma impunidade acima dos 90% (a justiça no Brasil está
falida), com um sistema prisional também falido, com uma corrupção política das
mais altas do mundo e impune, com uma carga tributária que também é uma das
mais altas do mundo, dos juros mais altos, com uma saúde em estado de
calamidade pública, que causa dor e sofrimentos aos brasileiros, com uma
educação deficiente desde o ensino básico até o universitário (entre os países
o Brasil esta entre os mais atrasados), e com uma péssima infra-estrutura
(estradas, saneamento básico etc.) O País parou de crescer, temos um déficit
nas contas do governo (devido unicamente a má administração, a corrupção, e ao
desperdício do dinheiro público). Se o País tivesse crescido 4% ou 5% ao ano,
hoje nos teríamos apagões, e a necessidade de importar mão de obra para
preencher as vagas criadas.
O
governo não está conseguindo conter a inflação, e nem fazer o País voltar a crescer.
A corrupção não foi devidamente combatida, e se alastrou por todo o País,
nesses doze anos não foram feitas as obras de infra-estrutura indispensáveis, e
nem investido o necessário em educação, inclusive para formar mão de obra de
qualidade. Se o Brasil tivesse sido bem administrado nos últimos doze anos,
aproveitando as condições favoráveis que tivemos, seria hoje uma das potências
mundiais.
Durante
seu governo, o Pres. Lula não poupou esforços, tentando evitar que a Petrobras
fosse investigada, alegava que não seria bom para o nome da empresa, ele e a
Pres. Dilma são responsáveis pela nomeação dos seus diretores, além disso, a
pres. Dilma foi ministra das Minas e Energias, e pres. do Conselho da
Petrobras, diante disso, não se pode deixar de responsabilizar ambos pela
situação da Petrobras.
JUSTIÇA, CORRUPÇÂO E VIOLÊNCIA
O Brasil, que sempre foi considerado um País
pacífico, esta entre os mais violentos do mundo. Os entendidos discutem as
causas da violência, alegando a complexidade do problema, e difícil solução a
curto e médio prazo. Na verdade, a violência no país tem como causas básicas: a
pobreza, a corrupção, a impunidade, e a deficiência na educação.
O poder
judiciário não elabora as leis, interpreta e julga de acordo com a constituição
federal, e o código civil e criminal. Quem propõe as leis é o poder
legislativo. Entre os políticos que elaboram as leis, um número muito grande
tem problemas com a justiça, e muitos não estão preparados para exercer o cargo
que ocupam. Todo cidadão tem o direito a defesa, porém a lei não pode ser um
instrumento para absolver culpados, e privilegiar a impunidade, porém isso
acontece no Brasil, e a responsabilidade é principalmente do Congresso
Nacional, que elabora nossas leis.
De
acordo com a com o mapa da violência do ministério da justiça, e da ONG
Sangari, apenas 8% dos homicídios que ocorrem no Brasil são solucionados. O
número de assassinatos no País que é cerca de 50.000 por ano, tem perto de
4.000 autores identificados, os que são condenados dificilmente cumprem toda a
pena, saem da cadeia usando os benefícios da lei. Podemos então concluir, que a
maioria absoluta dos criminosos permanece livre, convivendo normalmente na
sociedade, e muitos continuando a delinqüir, são dados assustadores.
A
impunidade também é grande nos crimes de trânsito, onde durante anos homicidas
bêbados, e motoristas dirigindo em alta velocidade, tem tirado a vida de
milhares de inocentes, destruindo famílias inteiras e ficando impunes. E isso
sem levar em conta às despesas hospitalares, que onera as famílias e o sistema
de saúde, os traumas, e em alguns casos a morte do provedor da família. Por
pior que tenha sido a tragédia causada, é muito difícil o suspeito permanecer
preso. Atualmente um motorista reincidente, que estando bêbado atropela e mata
uma pessoa e é preso em flagrante, tendo emprego e endereço fixo sai da cadeia
mediante fiança, aguarda o julgamento em liberdade por homicídio culposo, e
pode sofrer uma pena de até cinco anos de prisão. É uma pena muito leve, para
quem dirigindo bêbado tirou a vida de uma pessoa inocente, ele deveria esperar
o julgamento preso, e estar sujeito a pelo menos quinze anos de prisão em
regime fechado. Não existem vagas nas prisões para os que deveriam lá estar. Os
motoristas podem se recusar a fazer exame, para verificar se estão ou não
alcoolizados. Porque não se legalizar o bafômetro facilitando a justiça,
salvando milhares de vidas, e acabando com a impunidade? (será que nossos
congressistas, têm medo de serem vítimas da própria lei?). Quando um motorista
não ingeriu bebida alcoólica, o bafômetro serve para inocentá-lo, portanto a
pessoa que se recusa a se submeter é suspeita. Nas estradas brasileiras e no
trânsito em geral, morrem mais de 40.000 pessoas todos os anos. Porque um
esportista é obrigado a fazer exame antidoping? Ele não está produzindo prova
contra si mesmo? Deveria ser crime mentir perante a justiça, e com punição
rigorosa para quem infringisse essa lei.
Em um
sistema carcerário que comporta 500.000 detentos, temos cerca de 700.000, em
condições que ferem a constituição e os direitos humanos. Um sistema que em
lugar de recuperar os presos, tem um efeito contrário com altos índices de
reincidência. Com prisões e delegacias superlotadas, as leis (elaboradas por
nossos congressistas) em lugar de punir exemplarmente os criminosos são
brandas, e são dadas penas alternativas para crimes que deveriam ser punidos
com todo rigor. Leis com o objetivo de diminuir a população nas prisões, ou
para serem contornadas, favorecendo quem tem dinheiro para pagar bons advogados
e a políticos, acabam comprovando que no Brasil o crime compensa.
Se
todos os condenados pela justiça fossem presos no dia de hoje, seria necessário
quatro vezes ou mais vagas nos presídios do que se dispõe, e para prender todos
os criminosos muito mais. Devido à lotação nas prisões, e a falta de condições
humanitárias nas mesmas, muitos criminosos estariam livres, se a constituição
fosse aplicada com todo o rigor. A falta de competência dos governos, para
gerenciar o sistema penitenciário é gritante, a quem interessa a permanência
dessa situação? Somente aos criminosos e aos políticos corruptos. Nosso sistema
prisional também esta falido.
Os
estudiosos do assunto, dizem que o custo por preso cairia significativamente
com o sistema privatizado. Segundo os entendidos, a privatização do sistema
previdenciário, traria em médio prazo grandes benefícios, resolvendo a maior
parte dos problemas existentes. Presídios obedecendo às regras ditadas pela
nossa constituição e pelos direitos humanos, separação dos presos por
periculosidade, tipo de crime, e em alguns casos até por idade, e ainda com
possibilidade de ocupação, com profissionalização e estudo em todos os
presídios. Ou seja; pelo menos teoricamente, não haveria condições para organizações
criminosas e o crime florescerem nas prisões. A privatização resolveria o
problema penitenciário em curto e médio prazo, sendo que empresários arcariam
com o custo de sua implantação.
Segundo
o senso do IBGE de 2010, no Brasil existem 23.973 crianças de rua, espalhadas
pelas 75 maiores cidades. A pergunta é: como pode existir em um País como o
Brasil crianças de rua? Que tipo de justiça existe em nosso País, que permite
que crianças vivam nas ruas, fumando craque, cheirando cola, usando todos os tipos
de droga, sendo estupradas, cometendo assaltos, assassinatos, formando bandos
até com menores de 12 anos para roubar (incluindo meninas), sendo aliciadas
para o crime por adultos, e as autoridades não ajam ou não possam agir como
deveriam? Os pais são os responsáveis pelos menores, os que não cumprem suas
obrigações, os que maltratam seus filhos, deveriam ser severamente punidos pela
justiça. Quando os pais que são os responsáveis, não têm condição de criar seus
filhos, a responsabilidade passa a ser do Estado, menores não podem ficar no
abandono, e as crianças que hoje vivem nas ruas são de responsabilidade do
Estado, que permite essa situação. Quando vemos em reportagem na TV, policiais
que passam por crianças cheirando cola e não podem fazer nada, perguntamos que
tipo de legislação é essa que temos? A maioridade criminal já deveria ter sido
alterada para 14 anos, a realidade nos mostra isso claramente. Deveria ser
instituído um regime prisional para menores até 21 anos, só então passando para
o sistema comum. Mais uma vez se ressalta a incompetência de nossos
governantes.
Dezenas
de vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, senadores e até mesmo
governadores, por todo o País, suspeitos de corrupção, que quando presos saem
facilmente da prisão, insistem em voltar aos seus cargos, cometem crimes graves
e não tem a pena equivalente, enriquecem ilicitamente, e com leis brandas que
eles mesmos propuseram, e com um sistema judiciário ineficiente permanecem
impunes. Crime que atinge a comunidade, quando cometido por quem exerce cargo
público, deveria ter a pena aumentada em pelo menos 50% como agravante, no caso
de flagrante aguardar o julgamento na prisão, e se condenado cumprir a pena em
regime fechado, e com seus direitos políticos cassados de modo permanente.
A
corrupção policial, também chegou a um ponto em que não é mais possível
suportar, haja vista o grande número de processados e expulsos das corporações,
ainda tem os que fazem parte de milícias e de grupos de extermínio. Nas
estradas brasileiras e no transito das cidades, muitos motoristas costumam
manter uma nota de R$ 50,00 junto com seus documentos. A corrupção não se
restringe aos menos graduados, chega também a delegados, oficiais e ao comando.
Temos novamente o chavão: “nem todos são corruptos, não podemos generalizar”. A
população não confia na polícia, como separar o joio do trigo se todos usam a
mesma farda? Temos bandidos infiltrados na polícia, e a situação do policial
honesto, que tem de conviver com colegas de farda criminosos é dificílima. Se
ele denuncia os corruptos, corre risco de vida assim como sua família, policial
honesto tem escrúpulos, bandidos não tem. Uma situação presente em todo o País
e difícil de ser resolvida. Um disque denúncia para policiais poderia trazer benefícios.
A
violência e a criminalidade não vão diminuir, enquanto prevalecer a impunidade
e não houver justiça, a tendência é aumentar. Para mudar essa realidade, se faz
necessária e urgente a solução do problema penitenciário, uma reforma na
constituição, no código penal e no código de processo penal, para que as leis
se tornem mais rigorosas, os processos mais simples, sem os artifícios que
favorecem a impunidade, e para que possamos por os criminosos na cadeia por
longos anos, inclusive os políticos. As leis deveriam ser claras, de fácil
interpretação e rigorosas, o processo penal simples e objetivo. A questão é;
como fazer essas reformas com os políticos que temos?
As leis
existem em primeiro lugar para se fazer justiça, punir os criminosos, e
proteger os cidadãos de bem, depois vem a recuperação dos presos. Em princípio
os réus condenados deveriam cumprir toda a pena, na condição atual o réu
condenado há 120 anos só cumpre 30. Deveria ser eliminado o limite de tempo que
condenado pode permanecer preso, é necessário instituir-se a prisão perpétua.
Devido
à superlotação tivemos modificações nas leis, com o claro objetivo de esvaziar
as prisões, trazendo graves prejuízos para a população no que se refere à
segurança. Inúmeros são os criminosos que saem das prisões beneficiados pela
lei, e voltam a delinqüir. Algumas das
leis que beneficiam criminosos são: a regressão da pena, e a possibilidade da
pessoa condenada poder recorrer em liberdade.
Temos inúmeros casos de assassinos presos em flagrante, e até mesmo
confessos, esperarem em liberdade durante anos pelo julgamento, devido aos
infindáveis recursos proporcionados pela lei, os quais deveriam ser reavaliados
e suprimidos. A regressão da pena desmoraliza a sentença.
Na
concessão de habeas corpus, se leva em conta se o suspeito pode ou não causar
risco a sociedade, e se ele tem residência fixa. Temos que observar, que o
criminoso está preso porque é suspeito de cometer um crime, e que existem
provas e evidências, portanto deve ser levado em conta o flagrante, a gravidade
do crime, os antecedentes, se o réu é confesso, e se as provas não deixam
dúvida da culpabilidade, apesar do réu ainda não ter sido julgado.
A saída
permitida aos presos, em datas como o dia das mães e natal, tem causado muitas
vítimas entre a população. De quem é a responsabilidade, quando o preso
aproveita a saída para assaltar e matar? Essa saída é uma aberração, inclusive
porque inúmeros presos não retornam ao presídio. Todas as vítimas dos presos,
que cometem crime durante a saída autorizada, deveriam processar o Estado.
O
esforço de pacificação das favelas do Rio de Janeiro, feito com o apoio do
governo federal, incluindo as obras de inclusão social e o combate as milícias,
estão ainda muito distantes de alcançar os seus objetivos. Na verdade a polícia
prende apenas 10% dos criminosos, a maioria absoluta continua livre se
espalhando por toda a cidade, e também migrando para outros estados, atualmente
temos as UPP sendo atacadas pelos traficantes, que estão tentando retomar o
controle das favelas. Vamos ressaltar que eles dominaram as favelas durante
mais de quarenta anos, mantendo a população refém e pouco se fez. Não podemos
esquecer que a incompetência e o descaso das autoridades durante anos,
permitiram que o crime se organizasse e se expandisse, se armando até com
artefatos de guerra. As intervenções nas favelas, apesar de terem sido ações
localizadas e em termos de Brasil, representando muito pouco como um todo,
foram exploradas politicamente durante as eleições para presidente.
Infelizmente
a corrupção que se espalhou por todo País, chegou também ao judiciário, que é
uma instituição, na qual não podemos admitir em nenhuma hipótese membros
suspeitos. Um juiz em princípio, tem que ser uma pessoa absolutamente integra,
e acima de qualquer suspeita. É uma classe que não pode ser corporativista,
porque juízes desonestos desonram todos seus colegas, e tiram a credibilidade
da instituição, a qual por promover a justiça deveria a todo o custo, evitar a
contaminação permanecendo imaculada, um juiz desonesto é um traidor dos seus
princípios e dos seus colegas. A classe dos juristas e suas entidades
representativas, não deveriam sentir-se ofendidas quando criticadas, procurando
sanar os erros, combatendo a corrupção interna de modo extremamente rigoroso. O
judiciário deveria ter poderes para contribuir de modo efetivo, na reforma dos
códigos civil, criminal e processual.
De
acordo com o artigo dois da constituição, os três poderes da união, executivo,
legislativo e judiciário, são harmônicos e INDEPENDENTES. Se existe um poder
que necessita de independência, e não deve ser influenciado pelos outros
poderes é o judiciário. O judiciário não pode em hipótese nenhuma sofrer
influência política. Pela nossa constituição os ministros do Supremo Tribunal Federal,
do Superior tribunal de Justiça, dos tribunais regionais federais, do Superior
Tribunal do Trabalho, do Superior Tribunal Militar, do Conselho Nacional do
Ministério Público, e o procurador geral da União, são indicados pelo
presidente da república, com a aprovação do Senado. Os procuradores gerais dos
estados e Distrito Federal, são nomeados pelo chefe do executivo, e podem ser
destituídos pelo poder legislativo. Como podemos constatar o poder judiciário
no Brasil NÃO É INDEPENDENTE, e é perfeitamente vulnerável a interferência
política, inclusive nos Tribunais de Contas. Para haver uma verdadeira
independência do judiciário, as nomeações desses ministros deveriam ser feitas
por um colegiado de juristas, e obedecer a um plano de carreira, respeitando a
antiguidade e mérito dos candidatos. O ministro da justiça e o procurador geral
da União, deveriam ser escolhidos pelo presidente, entre nomes indicados por um
colegiado de juristas.
Precatório
é uma ordem judicial para que uma dívida seja paga. Por ex: quando um cidadão
ganha uma causa contra o estado, é emitida uma carta precatória, ordenando que
seja pago o valor determinado pelo juiz. Quem descumpre uma ordem judicial,
seja o município, o estado, o governo federal, uma empresa ou até mesmo o
cidadão comum, está sujeito às penalidades estabelecidas pela lei. Devido às
más administrações, temos alguns milhões de reais em precatórios que não foram
pagos pelo poder público, desobedecendo impunemente à ordem judicial. Existem
cidadãos, que durante muitos anos estão tentado receber o que lhes é devido, e
alguns já faleceram sem nada receber. O congresso alterou a constituição
através da emenda número 62 de 2009, alterando o prazo para os estados,
Distrito Federal e municípios, pagarem seus precatórios. Essa emenda
constitucional, aprovada para livrar os estados e municípios da situação em que
se envolveram, por incompetência e mau uso do dinheiro público, é uma
verdadeira agressão à constituição e à justiça, é a oficialização do calote, e
até mesmo um desrespeito ao judiciário, sobretudo nos mostra, que o estado é o
primeiro a violar regras, das quais ele deveria ser o guardião. Essa emenda que
conspurca a constituição, nos mostra claramente que os políticos não tem
escrúpulos, quando se trata de aprovar o que é de seus interesses, mas encontra
todo tipo de impedimento, quando se trata de assunto que não lhes convêm.
Também tem havido denúncias de fraude, na liberação de precatórios e nos seus
valores envolvendo juízes. Recentemente o STF considerou a emenda dos
precatórios inconstitucional.
A
corrupção se estende pelo País em todos os setores, não só na política. A
violência esta por toda parte, não se tem mais segurança em nenhum lugar, nem
mesmo dentro de casa. Assaltos a caixas eletrônicos com explosivos, milícias e
traficantes dominando regiões inteiras com armas de guerra, a queima de
centenas ônibus, assaltos a comerciantes, a residências, arrastões em prédios
residenciais, na saída de bancos, roubo de cargas, seqüestros, balas perdidas,
violência com assassinatos no campo e assaltos a propriedades rurais, crimes de
pedofilia com mortes, assassinatos e agressões contra gays, a violência contra
mulheres que tem aumentado significativamente, apesar da lei “Maria da Penha”,
altíssimo índice de mortalidade no transito, violência crescente até mesmo com
mortes nas escolas. Tudo isso em um estado de impunidade, que desacredita
completamente a justiça brasileira que esta falida. Temos que ponderar, se não
seria o caso da decretação de estado de calamidade pública em todo o Brasil. A
culpa da violência que ocorre no País, não pode ser atribuída só ao povo
brasileiro, mas a incompetência, ao descaso e maus exemplos dado pelos
políticos. Para quem afirma que no Brasil as instituições estão funcionando,
temos que afirmar que no caso do judiciário isso não é verdade, com a
impunidade superando a casa dos 90%, e o sistema prisional falido.
Esta é
a situação do Brasil no que se refere a justiça, corrupção e violência, após
treze anos de governo PT/Lula/Dilma.
EDUCAÇÃO
É impossível
uma nação se desenvolver sem um sistema educacional eficiente. A educação vem
antes do desenvolvimento, não depois. Primeiro temos o ensino básico
indispensável a qualquer indivíduo, necessário para o exercício até da mais
humilde profissão, e na vida diária das pessoas, depois o médio, os cursos
técnicos, e o superior que qualificam o cidadão. Hoje em dia já se fala em
analfabetismo digital.
A
educação combate a desigualdade, a miséria, qualifica os cidadãos para o
mercado de trabalho, os torna mais esclarecidos na questão de higiene e
prevenção de doenças, diminui a violência, torna os eleitores mais conscientes,
e é indispensável para o desenvolvimento do País. As pessoas com estudo são
menos dependentes das ações sociais do governo. A Coréia do Sul investiu dez
anos em educação e se tornou um dos “Tigres Asiáticos”.
No
ranking da educação, o Brasil esta vergonhosamente entre os mais atrasados, de
acordo com a UNESCO, nosso Pais ocupa o 88 lugar no ranking da educação entre
128 países. Com as devidas exceções, a educação no Brasil é ruim em todos os
níveis, desde o básico até o universitário, ela se tornou uma fábrica de
analfabetos funcionais. Nos treze anos que passaram desde o início dos governos
do PT, Lula e Dilma, o Brasil poderia ter educado devidamente uma geração, que
hoje estaria fazendo diferença no desenvolvimento do Brasil. Treze anos seria
tempo suficiente para eliminar o analfabetismo. Suspeita de desvio de dinheiro
da educação em prefeituras, nos estados, nos programas do MEC, escândalos em
licitações para compra de materiais, dinheiro gasto pelo MEC em propaganda
enganosa, em festas, tudo isso contribui para essa situação de descalabro,
quando nos referimos à educação no Brasil. Das seis metas estabelecidas pela
UNESCO em 2009, o Brasil cumpriu apenas duas.
De
acordo com o IBGE, 9,7% da população são de analfabetos, 68% da população são
de analfabetos funcionais nos diversos graus, mais de 40% da população não
terminou o ensino básico. Números absurdos, se levarmos em conta que o Brasil é
a sétima economia mundial. Em termos de conhecimento, é muito pequena a
diferença entre um analfabeto e um analfabeto funcional. Temos crianças no
terceiro e quarto ano básico, que mal sabem escrever ou fazer os mais simples
cálculos. Professores mal pagos
(alguns mal preparados) levados ao desinteresse pela profissão, e como
conseqüência a falta de interesse dos jovens por essa carreira. Escolas em
péssimo estado ou mesmo sem condições, inúmera faculdades inclusive de medicina
com ensino deficiente. Por ocasião deste livro, somente 24% dos bacharéis em
direito foram aprovados no exame da OAB. Outra conseqüência grave, resultante
da deficiência do ensino, é a falta de mão de obra qualificada, desde simples
operários da construção civil, até de engenheiros e técnicos das mais diversas
áreas. Se o Brasil voltar a crescer, em pouco tempo teremos que importar todo
tipo de mão de obra qualificada, para preencher as vagas criadas. A educação no
Brasil esta com anos de atraso.
Porque
durante anos os governos tem se descuidado da educação? Já estamos na segunda
década do século 21 e pouco se fez, será este um fato proposital? A quem
interessa manter o povo ignorante? Tudo indica que os políticos querem que tudo
permaneça como esta, não priorizando a educação. Muitos discursos, promessas,
mas pouca ação efetiva, com resultados que possam trazer alguma esperança para
o futuro. Portanto temos que ter consciência, que o baixo nível cultural dos
brasileiros, é de responsabilidade de todos os que governaram o País até os
dias de hoje, isto é, dos políticos.
Durante
os governos Lula e Dilma, o MEC anunciou melhorias na educação diferentes da
realidade, iludindo a população com propaganda enganosa, feitas com o dinheiro
público, e estabelecendo metas que nunca foram cumpridas.
O que
determina a qualidade de uma Nação é a de seus cidadãos no conjunto, nas
escolas é que se forja o futuro do País. Como garantir que nossas crianças
sejam no futuro cidadãos pacíficos, bem preparados e respeitadores da lei, com
o ensino deficiente que temos, com a insegurança, com violência e o vandalismo
que já chegou às escolas, e se no dia a dia, em contato com a nossa realidade,
nossos jovens percebem corrupção, violência e impunidade? Uma realidade, muito
diferente dos princípios que lhes são ou deveriam lhes ser ensinados. Nas
regiões em que mais se necessita de escolas, e onde elas seriam instrumento de
transformação social, é que se encontram as piores condições. É necessário que
se faça um grande esforço, até mesmo um movimento nacional, para em curto prazo
erradicarmos o analfabetismo, e melhorarmos significativamente a qualidade do
ensino, e para isso é necessário dobrar o investimento, pagar melhor os
professores, oferecer treinamento, ampliar o número de salas de aula, levando ensino
com qualidade para as regiões mais carentes, e primar pela infra-estrutura e
qualidade das escolas. A verba necessária se pode obter combatendo a corrupção,
diminuindo os gastos com políticos, com propaganda, com festas, com ONGs, etc.
Desvio de dinheiro da educação deveria ser considerado crime hediondo, com pena
em regime fechado e sem direito a fiança.
A INFRAESTRUTURA
Nos
últimos 12 anos, o que mais prejudicou o desenvolvimento do País, foi a falta
de investimento em infra-estrutura.
Quando
se constroem estradas de qualidade e bem sinalizadas, as principais vantagens
entre outras são:
·
Diminuição do número de acidentes
·
Diminuição do custo do frete
·
Facilidade no escoamento da produção
·
Economia de combustível
·
Diminuição do custo de manutenção dos
veículos, devido ao menor desgaste.
Essas
vantagens barateiam substancialmente, o custo das mercadorias transportadas,
entre as quais estão incluídos os alimentos e produtos para exportação. A
diminuição dos acidentes além de poupar vidas, diminui as despesas do governo
com internações hospitalares. Boas estradas ajudam a desenvolver as regiões por
onde elas passam, trazendo o progresso, e são indispensáveis para se
incrementar a indústria do turismo. Além da malha rodoviária, é necessária a
construção de ferrovias e hidrovias.
Se
observarmos o fator custo benefício, constataremos que é altamente vantajoso
para o País o investimento nessa área, e o retorno é em curto e médio prazo.
Nos últimos doze anos, o Brasil poderia ter sido transformado em um verdadeiro
canteiro de obras, criando empregos e oportunidades, entretanto o que nos temos
são estradas em péssimo estado, mal sinalizadas e mal conservadas, suspeita de
irregularidades em praticamente todas as obras, algumas delas interrompidas ou
que levam anos para serem concluídas, o desvio de verbas, superfaturamentos, e
projetos que acabam custando até o dobro do orçamento inicial, com o recurso de
adicionais. O governo tem se mostrado incompetente para administrar o setor,
restando como alternativa a privatização que ele tanto combateu. Empresas
privadas conseguem construir e manter estradas, com custo bem menor e ainda
obter lucro. Também temos tido problemas com nossos portos e aeroportos,
prejudicando sensivelmente nossas exportações. No setor aéreo não foi
previsto o seu crescimento, em conseqüência não foram feitas as obras
necessárias de ampliação e modernização. O mesmo aconteceu com nossos portos,
criando congestionamento e um verdadeiro funil no escoamento de nossas mercadorias,
encarecendo sobremaneira o nosso frete, que é um dos mais caros do mundo. Após
doze anos de inércia, o governo está procurando tardiamente resolver o problema
com privatizações, o que deverá levar um bom tempo para apresentar resultados
satisfatórios. O Brasil investiu dinheiro em outros Países, temos como exemplo
o porto em Cuba, e estamos com problemas para escoar nossa safra, devido às
péssimas condições de importantes estradas. Se nesses últimos treze anos, a
corrupção não tivesse assaltado os cofres públicos, e tivéssemos tido uma
administração eficiente, a situação econômica do Brasil seria outra, com
melhoria da vida de milhões de brasileiros.
Quando
falamos em tratamento de esgoto, de água potável, de coleta de lixo, estamos
nos referindo a problemas que atingem os mais pobres, nos grandes centros e no
interior. Falamos de esgotos a céu aberto, lixo, água contaminada e ausência de
higiene, obras que segundo dizem não trazem votos para os políticos, porque são
feitas debaixo da terra.
As
principais conseqüências da falta de saneamento são: crianças crescendo em meio
a esgotos, epidemias, doenças (como a dengue), condição de vida desumana, e o
aumento significativo das despesas do governo com a saúde, colaborando para a
superlotação dos postos de saúde e hospitais. Este é o lado mais cruel e
covarde proporcionado pela corrupção, pela má administração e mau uso do
dinheiro público, atinge diretamente os mais pobres e menos instruídos, os
quais pagam pesados impostos incluídos na alimentação, na passagem de ônibus,
nas contas de água e luz etc.
A obra
de desvio do Rio São Francisco lançada pelo governo anterior ao PT, com o
objetivo de levar água às regiões assoladas pela seca, e que já deveria estar
pronta á muito tempo, se arrasta envolvida em todo o tipo de problemas,
custando mais que o dobro do orçamento inicial, e com suspeitas de desvio de
dinheiro. Tudo atesta a incompetência dos doze anos de governo PT/Lula/Dilma,
rodeados de corrupção por todos os lados.
A SAÚDE
No
Brasil a condição da saúde pública é de calamidade. Sofrem com essa realidade,
até mesmo os brasileiros que tem a possibilidade de pagar um convênio médico
Má
administração, com medicamentos perdidos por estocagem incorreta e vencimento
da validade, falta de manutenção nos aparelhos hospitalares e nas ambulâncias,
falta de planejamento na distribuição correta das aparelhagens médicas, de
acordo com as necessidades de cada região, aparelhagens novas ainda embaladas
guardadas por anos, ambulâncias novas inoperantes, hospitais prontos e não
inaugurados, obras paradas por anos, superfaturamento de medicamentos, compra
em quantidades desnecessárias, desvio e roubo de medicamentos, desvio de verbas
da saúde feita inclusive por políticos, fraudes cometidas por médicos que
recebem sem trabalhar, médicos que cobram do SUS por atendimentos e cirurgias
não realizadas, superfaturamento em obras, fraude em licitações, demora de
meses para o agendamento de consultas, e até anos para a realização de exames
de laboratório e cirurgias. No caso da demora na realização das cirurgias,
durante a espera, o paciente continua com necessidade de atendimento médico e
medicamentos, sujeito a sofrimento, e custando bem mais caro para o SUS.
As
conseqüências são de hospitais superlotados, em difícil situação financeira,
muitos em condições precárias, com pacientes em macas nos corredores e até
mesmo no chão, sem condições de higiene, falta de médicos e material de
trabalho. Postos de saúde lotados e alguns sem condições, onde se sente a falta
de material básico e de médicos, e a longa espera muitas vezes é desesperadora,
sendo que não é sempre que se consegue atendimento. Meses para se conseguir
consulta com especialistas, exames que podem levar anos para serem realizados,
e conseqüentes demora nos diagnóstico, o que pode ser fatal. A demora no
atendimento é insuportável para quem está sofrendo, o que causa desespero até
nos familiares.
Podemos
concluir com certeza, que o problema da saúde pública no Brasil, não é
absolutamente a falta de verba. Tudo se resolveria com administrações
competentes, planejamento, fim da corrupção e da impunidade, com penas severas
em regime fechado sem direito a habeas corpus, principalmente para políticos e
servidores públicos envolvidos. Uma pessoa que desvia dinheiro destinado a
saúde, ou rouba medicamentos, esta como conseqüência do seu ato, causando dor e
desespero para famílias inteiras e até mesmo mortes, se esses crimes não são
considerados hediondos, o que vem a ser um crime hediondo? Quando esse crime é
cometido por um prefeito, deputado, ou qualquer pessoa que exerça cargo
público, como pode esse cidadão não ser preso, responder o processo em
liberdade, ou continuar exercendo seu cargo? Esta é a situação de verdadeiro
descalabro na saúde pública, documentada no dia a dia, pelo noticiário e
reportagens das diversas emissoras de TV, e a imprensa em geral.
A IMPRENSA
Sem
Liberdade de imprensa não existe democracia, nem mesmo um povo livre. No
momento gozamos de plena liberdade de imprensa, porém ela já está incomodando a
classe política. O Pres. Lula, por exemplo, ataca a imprensa todas as vezes que
é criticado por ela. Já podemos notar algumas tentativas de limitar essa
liberdade. Nota-se certa precaução da mídia, que se ressente dos traumas
causados pela ditadura militar.
As denúncias
feitas pelas revistas, programas de reportagens da TV, e durante os noticiários
das diversas emissoras, mostram as mazelas do País quando noticia a violência,
a corrupção, a impunidade, a situação da saúde, do ensino, de nossa economia,
escândalos no governo, nas prefeituras, no legislativo, atestando a
ingovernabilidade do País.
Essas
denúncias, não chegam como deveriam à população mais humilde, que na realidade
é a mais afetada, entre as quais estão os que vivem no sertão, nas favelas, os
analfabetos, os funcionais, os que recebem salário mínimo e bolsa família, que
vivem envolvidos na luta pela sua sobrevivência diária e de seus dependentes,
congregando grande parte do eleitorado, facilmente manipulado e sendo decisivos
nas eleições.
Não podemos ser
inocentes, a ponto de acreditar que não existe corrupção ou jogo de interesses
na imprensa, e que ela está completamente isenta, porem acontece que ela é
fundamental para a transformação de nosso País, com suas informações,
denúncias, e conscientização da população. Quando a imprensa luta por uma
verdadeira democracia (que não existe no Brasil), ela luta por sua própria
sobrevivência, porque ela não sobrevive sem liberdade.
Há
reclamações do tipo: não da mais para assistir televisão, é só violência com
todo tipo de notícias ruins como: massacres, assassinatos, balas perdidas,
mortes no transito, corrupção e assim por diante. O fato é preocupante, ainda
mais quando nos damos conta, que essas são notícias produzidas pela nossa
sociedade. Através do noticiário podemos avaliar a saúde do Estado brasileiro.
Com que
objetivo uma pessoa assiste TV?
·
Para se informar
·
Para se divertir
·
Para se instruir
·
Para passar o tempo
São
diversos os programas que mostram a atuação da polícia, e mesmo durante mais de
uma hora desastres, crimes, incêndios, acidentes etc. São programas que tem boa
audiência, e apresentadores de renome e carisma. Levando em conta as razões
acima mencionadas, ficamos imaginando o que leva um cidadão brasileiro, a
assistir todos os dias durante mais de uma hora programas desse tipo, e qual o
benefício que isso lhe trás.
Esses
programas poderiam ser substituídos por outros, nos quais se acompanharia
diariamente, as dezenas ou mesmo centenas de denúncias envolvendo prefeitos,
vereadores, deputados e até mesmo governadores, e acompanhamento de todos os
escândalos ocorridos ou que estão ocorrendo. Eles poderiam mostrar diariamente
à situação da saúde, da educação, do sistema carcerário, e de modo crítico a
violência por todo o País, colaborando para que essas informações cheguem ás
pessoas mais humildes. Programas corajosos, que não permitiriam as
investigações cair no esquecimento, destacando a impunidade, divulgando os
nomes dos envolvidos e o resultado dos processos. Com toda certeza, sobraria
matéria para um programa diário com mais de uma hora, prestando um grande
serviço aos brasileiros e a democracia, contribuindo decisivamente no combate
aos desmandos cometidos pelos políticos no Brasil.
Se a
imprensa tivesse divulgado nos meses que antecederam as eleições para
presidente, a verdadeira situação do País, certamente o resultado das eleições
teria sido outro (não podemos afirmar se para melhor), e o pres. Lula não teria
findo seu governo com o alto índice de aprovação que teve, e a Dilma não teria
sido reeleita, porém o que se viu, foi a propaganda oficial do governo feita
com o dinheiro do contribuinte, mostrar enganosamente situações otimistas, que
não condiziam absolutamente com a realidade. É significativo o fato dos
governos Lula/Dilma, terem gasto nos últimos doze anos 16 bilhões de reais em
propaganda. A propaganda é uma arma poderosa, portanto ela tem que ser usada
com muito critério, deveria ser vedado ao governo utilizar essa verba para se
promover, principalmente quando a propaganda vinculada, não condiz exatamente
com a realidade. A melhor propaganda de um governo são suas ações positivas, as
quais são normalmente divulgadas pela imprensa em seus noticiários. Existe
também o perigo dessa verba de propaganda que é vultosa, ser utilizada para
manipular a imprensa.
Temos
que ressaltar que dificilmente a imprensa, iria desmascarar um líder de tanto
prestígio popular como o pres. Lula, ou tomar partido em época de eleições,
tradicionalmente a imprensa nunca contraria a opinião pública, porém cabe a ela
mostrar a verdade.
O
conteúdo deste livro, escrito por um cidadão comum, foi baseado principalmente
nas notícias da TV e na mídia impressa, com pesquisas na Internet, portanto
temos a imprensa, como principal testemunha do descalabro brasileiro, e por
esse motivo, ressaltamos novamente a importância de uma imprensa isenta e
livre, e que se preocupe em fazer as notícias chegarem às pessoas mais
humildes, para que tenhamos uma verdadeira democracia.
AS FORÇAS ARMADAS
Apesar
do Brasil ser um País pacífico em suas relações internacionais, não pode
prescindir de Forças Armadas bem equipadas e treinadas, principalmente se
levarmos em conta a extensão de nossas fronteiras, de nosso território, e os
problemas inerentes. O primeiro objetivo de nossos soldados certamente não é a
guerra, mas a proteção de nosso País e a manutenção da paz. As pesquisas
mostram que nossas forças armadas têm o respeito do povo brasileiro.
O
exército se destacou em missões pacíficas no âmbito internacional, como no
Haiti, Timor Leste e outras. Tem também a missão de patrulhar nossas
fronteiras, participação na execução de grandes obras (desvio das águas do São
Francisco), e socorro a população nas catástrofes, inclusive com hospitais de campanha.
A Força
Aérea Brasileira além de cumprir suas atribuições, relacionadas a manutenção da
soberania do espaço aéreo brasileiro, e
patrulhamento de nossas fronteiras, promove inúmeras ações em beneficio da
população, das quais destacamos: atendimento da população em localidades de
difícil acesso, principalmente na área de saúde (transporte de vacinas e
enfermos), missões de busca e salvamento, apoio a população em situações de
calamidade. Não podemos deixar de citar o CAN – Correio Aéreo Nacional, que tem
prestado inestimáveis serviços ao País. Temos ainda que destacar na área do
ensino o ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica.
A
Marinha do Brasil, além do patrulhamento de nosso litoral e de nossa fronteira
e rios, têm atuado com ações em benefício da população, entre as quais
destacamos: atendimento na área de saúde às populações isoladas, em situações
de calamidade pública, em salvamentos, e recentemente colaborando nas operações
de pacificação de favelas no Rio de Janeiro. Destacamos o Programa Nuclear da
Marinha, que tem como objetivo maior, dominar a tecnologia necessária para
projetar e construir um submarino nuclear.
Os
relevantes serviços prestados à Nação pelas forças armadas poderiam ser
ampliados, melhorando dessa maneira seu custo benefício. Poderia ser aumentado
para dois anos o tempo de serviço militar no Exército, a seleção dos recrutas
passaria a ser mais rigorosa, levando em conta os antecedentes e qualificações
dos mesmos, no interesse do Exército em poder contar com os melhores candidatos.
O objetivo seria a excelência na formação militar dos recrutas, e também
proporcionar aos mesmos dentro das possibilidades do Exército uma profissão,
devolvendo a vida civil cidadãos qualificados. Certamente com o tempo, o
alistamento passaria a ser concorrido com jovens disputando vagas.
De
acordo com o artigo 142 da constituição, o exército pode ser convocado por
qualquer um dos três poderes (executivo/legislativo/ judiciário) para garantir
a lei e a ordem. O povo tem manifestado o desejo de que o Exército auxilie no
combate a criminalidade. Ele seria de grande utilidade em nossas fronteiras,
por onde tem entrado armas de guerra e grande quantidade de drogas. As Forças
Armadas poderiam com certeza, treinar contingentes com esse objetivo, e até utilizar
seu setor de inteligência. Acreditamos que a entrada de armas pesadas, as quais
estão na mão de traficantes e do crime organizado, os roubos de dinamite e até
mesmo de armas do Exército e da Polícia Militar, é no seu conjunto de tal
vulto, que configura uma situação de segurança nacional interna, principalmente
porque a violência no País já evoluiu a extremos perigosos, fugindo do controle
das autoridades, que são pressionadas e até mesmo chantageadas pelas facções
criminosas.
É
inconcebível que torturadores e assassinos tenham sido anistiados. Terminado
qualquer conflito, os criminosos são julgados e condenados por seus crimes.
Provavelmente o não julgamento dos criminosos da ditadura militar, escancarou
as portas para a impunidade no Brasil. Apesar disso, os militares brasileiros
tem mais prestígio junto ao povo que os políticos. Ninguém quer a ditadura no
País, queremos uma democracia verdadeira, porém do jeito que as coisas vão, os
brasileiros irão precisar de suas Forças Armadas, desta vez ao lado do povo.
A SOLUÇÂO BRANCA
Devido
a tudo o que se passou durante anos, os brasileiros sofrem de uma síndrome
pós-traumática. Existe na população o medo que movimentos populares
desestabilizem o País, trazendo de volta o desemprego, a inflação, a censura, e
até mesmo a repressão com a volta da ditadura.
Como
viver em um País em que não se respeita a constituição, onde há uma
desigualdade cruel, no qual não se tem segurança em nenhum lugar, nem mesmo
dentro de casa, sendo um País entre os mais violentos do mundo, mais que países
em guerra, que tem um sistema de saúde em estado de calamidade pública, onde
não se tem atendimento satisfatório, nem mesmo quando se paga um plano
particular, com conseqüência de mortes dor e sofrimento, principalmente para os
cidadãos mais humildes, com uma impunidade absurda que supera a casa dos 90%,
com a justiça falida e um sistema prisional desumano, que fere a constituição e
os direitos humanos, com uma corrupção política crescente, que desvia
impunemente milhões dos cofres públicos, com milhares de políticos processados
exercendo mandato, corrupção esta que atinge todos os setores de nossa
sociedade? Um País que cobra inclusive dos mais pobres impostos dos mais altos
do mundo, e no contesto mundial, é um dos que menos devolve em benefícios à
população, e que apesar de ser a sétima economia do mundo, é um dos mais
atrasados no que se refere ao ensino, sendo que quase a metade da população não
concluiu o primeiro grau, que tem aumentado a cada ano o número de analfabetos
funcionais, até mesmo no nível universitário, e não qualifica seus cidadãos,
nem mesmo para preencherem as vagas existentes no mercado de trabalho, e que
enfrenta uma gravíssima recessão econômica, com o aumento da inflação e
crescimento do desemprego? Esta é a verdadeira situação do Brasil, e se
qualquer governante ou político disser que vai melhorar estará mentindo, nada
vai mudar com a classe política que temos. Novas eleições, novas promessas,
novas esperanças, entra governo, sai governo e tudo continua do mesmo jeito ou
pior. A incompetência dos políticos que tem governado o Brasil, a corrupção e
os males que nos afligem, antecede até mesmo a proclamação da república.
A
violência, as revoluções sangrentas e a desordem, até hoje não resolveram os
problemas de nenhum País, e só trouxeram dor mortes e sofrimento para as
populações, além disso, exemplos históricos demonstram que a maioria das vezes,
os vencedores não se mostraram muito diferentes dos vencidos, e em alguns casos
até piores. A ditadura militar não resolveu os problemas da Nação Brasileira,
os torturadores e assassinos permanecem impunes, e apesar disso, os militares
tem mais credibilidade junto à população do que os nossos congressistas, esse
fato, ocorre porque muitos políticos que lutaram contra a ditadura, na verdade
queriam o poder, e tendo conseguido, são responsáveis por esse verdadeiro
descalabro que estamos vivenciando, são os traidores da pátria. Os políticos
honestos, independente de partidos oposição ou situação, deveriam ter se unido
e tomado uma atitude, foram omissos, os políticos suspeitos é que lideram a
política no Brasil. A situação esta insuportável e o Brasil ingovernável.
É
praticamente impossível transformar o Brasil com os políticos que temos, eles
não são confiáveis. Durante anos eles tem se mostrado em grande parte,
incompetentes, corruptos e omissos, até chegarmos à situação em que estamos
vivendo. Temos um congresso que apesar de ter sido eleito democraticamente, tem
a rejeição da maioria absoluta da população, pois legisla dentro dos seus
interesses, é corporativista, trabalha pouco, se atribui altos salários e
privilégios, fazem barganha e dividem entre si cargos públicos, tem um grande
número de membros respondendo processos na justiça, acolhe criminosos já
condenados, e permite que eles voltem à política após alguns anos, que promovem
CPI que freqüentemente terminam em “pizza”. Um congresso que enganou os
brasileiros, e deformou no seu interesse a “lei da ficha limpa” de iniciativa
popular, a qual se tornou uma lei fajuta, não limpa nada e não tirou do meio
político as pessoas suspeitas. Como votar democraticamente, se em novas
eleições nos serão apresentados os mesmos candidatos?
O que
temos hoje no Brasil é uma ditadura exercida por políticos, disfarçada em
democracia. É necessário que a direção dos partidos, seja composta por cidadãos
íntegros acima de qualquer suspeita, e os candidatos apresentados aos
eleitores, sejam selecionados entre cidadãos comprovadamente honestos, sem
antecedentes, e com competência para exercer o cargo que disputam. Nosso ideal
é que no horário reservado aos partidos políticos, os mesmos anunciem que não
tem nenhum candidato processado, que seus candidatos estão acima de qualquer
suspeita, e preparados para o cargo que disputam.
É
também o momento do surgimento de verdadeiros líderes, não políticos
oportunistas, mas cidadãos honestos e patriotas, e que empresários, juízes,
militares e entidades a exemplo da OAB e UNE, se manifestem contra o descalabro
que assola a Nação Brasileira, e em apoio à população, exigindo a transformação
imediata de nosso País.
A
“Solução Branca” propõem uma revolução pacífica, com o Povo em massa nas ruas,
famílias inteiras com exigências pontuais, a primeira a ser feita, é o afastamento
imediato de todos os políticos suspeitos ou processados, que só retornem se for
provada sua inocência, e no caso de condenados que sejam banidos da política,
nada vai mudar no Brasil, enquanto não se fizer uma verdadeira “faxina” no
quadro político brasileiro. Se tudo continuar como esta, com certeza vai
piorar, com conseqüências imprevisíveis e pondo em risco a democracia.
O
afastamento de todos os políticos processados e suspeitos é prioritário, para
fazermos as reformas necessárias. Precisamos de leis que combatam a corrupção,
que puna os criminosos do transito, que acabe com a regressão da pena, com a
possibilidade de criminosos aguardarem o julgamento em liberdade, e com os
inúmeros recursos que favorecem a impunidade, feitos para esvaziar as prisões.
Temos que acabar também com os altos salários privilégios e mordomias dos
políticos. Funcionários públicos só concursados, nomeações somente para o
primeiro escalão do governo (secretários, ministros), a solução imediata do
problema penitenciário com a privatização do sistema. O combate a corrupção
devera ser prioritário, sendo que deverão ser considerados hediondos os crimes
que atingirem a saúde, educação e outros, com agravante quando cometidos por
funcionários públicos. O número de ministérios devera ser reduzido ao mínimo
necessário
Poderia
propor-se lei que possibilite ao STE, divulgar em época de eleições o currículo
de todos os candidatos, sem exceção, constando todas as informações a respeito
dos mesmos como: escolaridade, cursos, cargos exercidos, experiência, todo e
qualquer problema com a justiça, multas de transito, e qualquer outra
informação, que permita ao eleitor conhecer e melhor avaliar os candidatos,
sendo que todas as informações deverão ser obrigatoriamente comprovadas antes
da divulgação. No caso de erro, a retratação deverá ser feita por todos os
meios de comunicação. A mídia terá o direito de divulgar essas informações. Se
necessário, deverá ser alterada a constituição para permitir sua aprovação,
porque é um direito do cidadão conhecer os candidatos, pois somente assim, ele
poderá exercer um voto consciente e verdadeiramente democrático. Temos que
acabar com as campanhas mentirosas e as falsas promessas, para que os
brasileiros possam ter uma verdadeira democracia, elegendo os candidatos
honestos e os mais competentes. Também é necessário, que o eleitor possa ter
novamente o direito de votar diretamente, em seus candidatos a vereador e
deputado elegendo os mais votados.
Os
cidadãos deveriam também processar o governo, em todas as ocasiões em que se
sentissem lesados em seus direitos, por exemplo: morte por bala perdida, quando
vítima de crime cometido por criminoso beneficiado pela “saidinha”, morte nas
prisões etc.
O
regime presidencialista está correto e de acordo com a vontade do povo, o que
nos falta é uma verdadeira democracia, e o fim da impunidade e da corrupção. O
povo tem que tomar consciência do que ocorre no País, e se manifestar nas ruas
com firmeza e indignação, com exigências pontuais, sem violência.
Esperamos
que este livro possa servir, para promovemos um debate em todo o País, e que as
pessoas que tem mais acesso a informação, conscientizem os demais cidadãos do
momento que o Brasil está atravessando.
Encerramos
com o vaticínio do profeta Rui Barbosa: “De tanto ver crescer a injustiça, de
tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da
honra, desanimar-se da justiça, e a ter vergonha de ser honesto”
Celso
Henrique Melez
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